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Artigo sobre estudo piloto da polilaminina foi rejeitado por ao menos três revistas científicas
estadao.com.br
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Published about 6 hours ago

Artigo sobre estudo piloto da polilaminina foi rejeitado por ao menos três revistas científicas

estadao.com.br · Feb 27, 2026 · Collected from GDELT

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Published: 20260227T201500Z

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O que é a polilaminina, molécula testada para tratar lesões medulares?Substância desenvolvida na UFRJ tem gerado debates nas redes sociais mesmo antes dos ensaios clínicos. Crédito: Fabian Cambricoli (reportagem) e Beatriz Souza (captação e edição)O artigo com os resultados do estudo piloto da polilaminina em humanos, usado como base para a divulgação massiva de uma possível eficácia da substância no tratamento de lesões medulares, teve a sua publicação rejeitada por ao menos três periódicos científicos. Isso acontece, entre outras razões, quando os editores e revisores das publicações encontram falhas metodológicas ou pouca robustez no trabalho. PUBLICIDADEA informação sobre a rejeição foi dada ao Estadão pela bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que lidera as pesquisas com a molécula, ao ser questionada pela reportagem sobre o motivo de não ter tido os resultados da pesquisa publicados em uma revista científica revisada por pares. A não publicação dos dados tem sido uma das principais ressalvas feitas por outros cientistas ao interpretar o estudo. Isso importa porque a submissão de uma pesquisa para um periódico reconhecido naquela área funciona como uma avaliação técnica independente de outros cientistas.É nessa etapa que são checados os métodos do estudo, os critérios de inclusão dos participantes, como foram coletados os dados, se há fatores que podem “contaminar” os resultados e se a conclusão trazida pelos autores é amparada pelos dados apresentados.PublicidadeSem revisão por pares, a comunidade científica e o público ficam dependentes da narrativa dos próprios autores da pesquisa, que, obviamente, acreditam em seu trabalho e desejam que ele seja reconhecido.Polilaminina, desenvolvida por pesquisadores na UFRJ, foi testada em humanos apenas num estudo piloto Foto: Inova UFRJMotivos da rejeiçãoTatiana não quis informar o nome dos periódicos, as datas em que submeteu nem se as revistas eram nacionais ou internacionais. Ela explicou apenas que, ao finalizar, em 2021, o acompanhamento dos oito pacientes que participaram do estudo piloto, decidiu não submeter os dados para uma revista científica de imediato porque ainda não tinha a patente da molécula e ficou com receio de que vários outros grupos de pesquisadores iniciassem pesquisas parecidas e requisitassem para si a propriedade intelectual da descoberta.Ela buscou, então, o laboratório Cristália, que comprou os direitos do produto e assumiu o processo para obter a patente. Depois disso, o grupo de pesquisadores da UFRJ submeteu o artigo, mas teve uma série de negativas dos periódicos.De acordo com a pesquisadora da UFRJ, as principais críticas feitas pelos revisores das publicações foram: 1) os autores não souberam explicar o mecanismo de ação da polilaminina na medula, e 2) os dados aparentavam ser um “artefato”, termo usado na ciência para descrever quando os resultados ou efeitos parecem reais, mas são obtidos por falhas do método da pesquisa ou outros erros no desenvolvimento do trabalho.PublicidadeDe acordo com Eberval Gadelha Figueiredo, professor de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e editor e revisor de vários periódicos nacionais e internacionais na área de neurocirurgia, não é incomum que artigos de estudos piloto sejam rejeitados por publicações científicas justamente por serem dados muito incipientes e que permitem poucas conclusões.Leia tambémPor que ainda não é possível saber se a polilaminina está fazendo paraplégicos voltarem a andar?Polilaminina: o que é grupo controle e por que ele é fundamental em estudos clínicos?“O estudo piloto serve para você ensaiar o que vai fazer no estudo clínico: quantos pacientes vai precisar, ajustar a dose, ajustar intervalo de dose, entender a melhor população para receber a medicação, não é para determinar eficácia. Mesmo relatos de casos, como esse da polilaminina, servem para gerar uma hipótese, e não como evidência”, explica o especialista. Por essas razões, diz ele, os periódicos de maior impacto evitam aceitar a publicação desse tipo de estudo.Figueiredo explica que entre as principais razões para a recusa de publicações de artigos estão falhas metodológicas que podem levar a uma conclusão distorcida dos resultados. “No estudo da polilaminina, se os revisores usaram o termo ‘artefato’, talvez quiseram dizer que havia muitos fatores de confusão que impediam determinar o que causou cada desfecho. Eram somente oito pacientes, três morreram, muitos foram operados (para descompressão da medula), então não dá para saber o que causou a melhora”, explica ele.Vale lembrar que de 10% a 30% dos pacientes que chegam com paralisia e suspeita de lesão medular à emergência recuperam movimentos de forma espontânea ou com a ajuda de cirurgia e fisioterapia, por isso não há como ter certeza se foi a polilaminina quem fez paraplégicos recuperarem controle motor.PublicidadePUBLICIDADETatiana Sampaio disse ao Estadão que está em fase de finalização de uma nova versão do manuscrito para submeter novamente para publicação, mas não revelou para qual revista.Por enquanto, os dados do estudo piloto estão publicados apenas em um artigo no chamado formato pré-print, pelo qual uma primeira versão das descobertas é disponibilizado em uma plataforma online própria para trabalhos ainda não revisados por pares. O artigo pré-print com os dados do estudo piloto da polilaminina foi publicado em 2024 na plataforma MedRxiv.Segundo especialistas, o fato de o artigo inicial ter sido rejeitado não quer dizer que a pesquisa é ruim nem que os estudos da polilaminina devam ser interrompidos, mas mostram as limitações da pesquisa e o quão precipitada é qualquer conclusão sobre a eficácia da molécula. “A evidência só vai vir com um estudo clínico com grupo controle”, resume Figueiredo.Como funciona o processo de revisão por paresO processo de revisão por pares começa quando um pesquisador, ao finalizar sua pesquisa, submete um artigo para um periódico da área ou especialidade que contemple o tema do estudo.PublicidadeAo receber o manuscrito, o editor da publicação (geralmente um especialista de grande expertise no tema) encaminha o artigo para dois ou três revisores que integram o grupo de revisão e também são especialistas no assunto.Após ler e analisar o manuscrito, o revisor emite aos autores um parecer, que costuma se enquadrar em uma das quatro situações abaixo:AceiteRejeição Pedido de grandes mudanças (precisa ser reavaliado)Pedido de pequenas mudanças (geralmente é aprovado depois)Se houver posições divergentes entre os revisores, o editor pode chamar um terceiro ou quarto cientista para desempatar.Publicidade


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