
diariodolitoral.com.br · Feb 14, 2026 · Collected from GDELT
Published: 20260214T183000Z
Pesquisa em Israel sugere que genes protetores e falhas genéticas influenciam diretamente quanto tempo uma pessoa pode viver / (Foto: Freepik) Muita gente tem como objetivo levar uma vida longa e saudável. Embora fatores como estilo de vida, alimentação e acesso à saúde façam diferença.Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.Mantenha-se bem informado. A ciência indica que parte da nossa longevidade pode ser definida ainda antes do nascimento. Continua depois da publicidade Leia Também • Amor no celular: idosos estão mais presentes em apps de relacionamento e movimentam vida afetiva • Idosos aposentados que continuam trabalhando podem receber salário maior, segundo projeto • Idosos são encontrados em situação de abandono em casa de repouso de Praia Grande Segundo um estudo do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, os genes podem ser responsáveis por cerca de 50% da expectativa de vida de um indivíduo. Ou seja, metade do “tempo de vida” que cada pessoa pode ter estaria ligada à herança genética. Continua depois da publicidade Estudo indica que cerca de 50% da longevidade pode ser influenciada por fatores genéticos definidos antes do nascimento / PixabayA herança biológica tem papel relevante na forma como o organismo envelhece ao longo da vida / PixabayPesquisadores apontam que predisposições genéticas impactam riscos de doenças crônicas / PixabayApesar da carga genética, hábitos saudáveis continuam sendo decisivos para viver mais / PixabayO ambiente e o estilo de vida interagem com os genes e podem ampliar ou reduzir expectativas de vida / PixabayA pesquisa reforça que genética e escolhas pessoais caminham juntas na construção da longevidade / Pixabay Como o estudo foi feito A pesquisa foi conduzida a partir da análise de material genético de gêmeos, combinada com dados sobre fatores de mortalidade extrínseca. Aqueles causados por elementos externos ao corpo, como doenças, acidentes e condições ambientais. Estudos mais antigos já haviam usado dados de gêmeos que viveram no século 19. Naquela época, porém, não existiam antibióticos e as doenças infecciosas eram muito mais comuns. Continua depois da publicidade Veja também: O segredo do idoso de 89 anos que transformou uma cidade inteira em obra de arte. Isso fazia com que os fatores externos tivessem um peso enorme nas mortes, o que acabava “mascarando” a real influência da hereditariedade na expectativa de vida. Com os avanços da medicina e melhores condições de saúde nos tempos atuais, os pesquisadores conseguiram observar esse efeito com mais clareza. Continua depois da publicidade A conclusão foi que, no passado, a mortalidade extrínseca escondia parte da importância do fator genético na longevidade. A sucessão como fator importante A partir dos resultados, os cientistas indicaram que os genes podem influenciar a longevidade de duas maneiras principais: Por meio de defeitos genéticos que causam doenças, como alguns tipos de câncer, e podem encurtar a vida; Continua depois da publicidade Por meio de genes que atuam como uma espécie de proteção natural contra diversas condições ao longo dos anos. Em entrevista ao Times of Israel, Ben Shenhar, doutorando em física pelo instituto, explicou que quando alguém vive por muito tempo, chegando, por exemplo, aos 100 anos, sem desenvolver doenças graves. Veja também: Idoso mais forte do mundo tem rotina de exercícios que impressiona até o Guinness Book. Isso provavelmente está ligado à presença de genes protetores que ajudam o organismo a resistir aos efeitos do envelhecimento. Continua depois da publicidade Ele também destaca que, embora o estudo tenha identificado vários genes associados à longevidade, é pouco provável que exista um “gene da vida longa”. A tendência é que a duração da vida seja influenciada por centenas ou até milhares de genes diferentes, atuando em conjunto.