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Rémedio para diabetes é associado à longevidade
jornalopcao.com.br
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Published 3 days ago

Rémedio para diabetes é associado à longevidade

jornalopcao.com.br · Feb 19, 2026 · Collected from GDELT

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Published: 20260219T184500Z

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Um estudo publicado em maio de 2025 na revista científica The Journals of Gerontology apontou que a metformina, medicamento usado há décadas no tratamento da diabetes tipo 2, pode estar associada à chamada “longevidade excepcional”, definida como viver até os 90 anos ou mais. O fármaco já integra a lista de medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é amplamente utilizado em Goiás, inclusive em unidades de referência como o Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG). Além do tratamento da diabetes tipo 2, a metformina também compõe protocolos terapêuticos para a síndrome dos ovários policísticos (SOP), condição que pode atingir até 30% das mulheres e que, frequentemente, está associada à resistência à insulina. Embora a pesquisa tenha sido conduzida exclusivamente com mulheres, médicos afirmam que não há fundamento biológico para restringir os possíveis efeitos ao sexo feminin, a inclusão apenas de mulheres ocorreu por desenho metodológico do estudo, não por limitação teórica de aplicabilidade. Ainda que os dados não comprovem relação de causa e efeito, os resultados reforçam uma hipótese que já circula entre pesquisadores do envelhecimento: além de controlar a glicose no sangue, a droga pode atuar em mecanismos ligados ao metabolismo celular, à inflamação e até ao risco de câncer. Apesar da popularidade e do perfil de segurança considerado favorável, médicos alertam que não há recomendação formal para seu uso com o objetivo de aumentar a expectativa de vida em pessoas sem a doença. O estudo utilizou dados da Women’s Health Initiative (WHI), pesquisa norte-americana que acompanha mulheres há décadas. Os pesquisadores analisaram 438 mulheres com diabetes tipo 2, com 60 anos ou mais, que nunca haviam utilizado medicamentos para tratar a doença. Elas foram divididas em dois grupos: um iniciou tratamento exclusivamente com metformina; o outro começou com sulfonilureias. Após ajustes para idade, peso, histórico de doenças e estilo de vida, o resultado apontou que as mulheres que iniciaram com metformina apresentaram 30% menos risco de morrer antes dos 90 anos, em comparação com aquelas que começaram com sulfonilureia. Em entrevista ao Jornal Opção, a endocrinologista Juliana Bonfim Jaime explica que o desenho do estudo precisa ser analisado com cautela. “É um dos remédios mais antigos utilizados no tratamento do diabetes. Ela é indicada apenas para o tratamento do diabetes tipo 2. Tem alguns estudos no diabetes tipo 1 e diabetes gestacional, mas ainda não é liberado em bula. A metformina atua na resistência à insulina.” Juliana Bonfim | Foto: Arquivo A médica detalha que, no diabetes tipo 1, o pâncreas não produz insulina, o que exige reposição hormonal. Já no tipo 2, o problema central é a resistência à insulina, justamente o alvo da metformina. Por outro lado, as sulfonilureias estimulam o pâncreas a produzir mais insulina, o que pode levar à falência precoce do órgão. Segundo ela, inclusive a glibenclamida, ainda disponível no SUS, é pouco prescrita atualmente por esse motivo. Juliana levanta uma reflexão: será que a metformina aumentou a longevidade ou as sulfonilureias contribuíram para maior mortalidade? Além dos dados sobre longevidade, a especialista comenta evidências observacionais que associam a metformina à redução de mortalidade por câncer, especialmente de mama e colorretal. Metanálises apontam menor risco relativo nesses tipos tumorais, embora grandes coortes apresentem resultados divergentes. Estudos laboratoriais sugerem que o medicamento pode atuar na metilação de genes, na inibição da respiração mitocondrial e em vias ligadas ao IGF-1, relacionado ao hormônio do crescimento. Ainda assim, ela ressalta que se trata de hipóteses. “É ainda uma questão a ser estudada […] uma coisa é você fazer um estudo observacional, que é você olhar pra trás. […] agora você tem que fazer um estudo olhando pra frente.” Já o endocrinologista Sérgio Vêncio reforça que a insulina elevada e a resistência insulínica estão associadas à mortalidade cardiovascular e ao câncer. “Toda droga que diminui a insulina… também vai ter esse efeito.” No entanto, ele pondera: “A gente ainda não tem a indicação de usar a metformina fora do diabetes.” Sérgio Vêncio | Foto: Divulgação Outro ponto diz respeito ao fato de o estudo ter sido realizado apenas com mulheres. Para o endocrinologista, entretanto, não há razão teórica para supor que o efeito não pudesse ocorrer também em homens. “Não tem nenhum motivo para a gente acreditar que isso não aconteceria nos homens também. Eu acho que é um efeito esperado dos dois.” Em relação à segurança, Juliana esclarece que o principal efeito colateral é diarreia. Pacientes com doença renal não devem usar a medicação, não porque ela cause dano aos rins, mas porque é excretada por esse órgão. Ao abordar a possibilidade de estudos com pessoas sem diabetes, o doutor Sérgio pondera que, do ponto de vista fisiológico, a metformina não costuma causar hipoglicemia em indivíduos com glicemia normal, pois não estimula aumento da secreção de insulina. Ainda assim, reforça que conclusões definitivas sobre longevidade exigiriam pesquisas com grande número de participantes e acompanhamento por décadas. “Esse estudo teria que ser um estudo envolvendo um número grande de pessoas e durante muito tempo para você tirar qualquer conclusão definitiva, quando a gente fala de longevidade, você tem que estudar muito, são estudos longitudinais. Podem ser feitos, obviamente, mas é um estudo de décadas.” Leia também: Carnaval tem aumento de 30% nos acidentes e PRF flagra veículos a 200 km/h nas BRs goianas Missão na Índia busca ampliar comércio de US$ 12 bilhões e abrir novos mercados para Goiás


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