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Etanol ou gasolina ? Entenda como a  regra dos 70 % pode fazer você perder dinheiro
estadao.com.br
Published about 5 hours ago

Etanol ou gasolina ? Entenda como a regra dos 70 % pode fazer você perder dinheiro

estadao.com.br · Feb 23, 2026 · Collected from GDELT

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Published: 20260223T171500Z

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A chamada “regra dos 70%” — segundo a qual o etanol só compensa se custar até 70% do preço da gasolina — nunca foi uma ciência exata. E, com a chegada da gasolina E30 em agosto do ano passado (com 30% de etanol anidro na mistura) e motores cada vez mais eficientes, a conta ficou ainda mais complexa.PUBLICIDADE“A regra dos 70% não faz sentido como algo fixo. Nunca foi exata. Varia de acordo com o carro e conforme o modo de condução”, aponta Vitor Sabag, especialista em combustíveis. “É um direcionamento, mas se você quer realmente gastar menos, precisa medir o consumo real do seu veículo.”Segundo Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), a regra sempre foi baseada em um princípio físico claro: o poder calorífico.Oferta 0KMCRETA Comfort Safety 25/26 por R$ 139.990 à vista + taxa zero em até 18x.Quem testa, vai de Hyundai. Compare os concorrentes e aproveite nossas ofertas. Preencha seus dados abaixo e em breve um consultor Hyundai entrará em contato.“A relação 70% é bem aproximada para facilitar a vida dos motoristas. Ela é baseada no poder calorífico dos combustíveis, que é basicamente a quantidade de energia que cada combustível carrega. Essa densidade energética do etanol hidratado era aproximadamente 70% da gasolina C”, explica.Frentista abastece automovel com gasolina em posto de combustivel na Av. Professor Celestino Bourroul em São Paulo Foto: Daniel Teixeira/EstadãoNo entanto, desde agosto de 2025, o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina reduziu levemente a densidade energética do combustível fóssil. Isso ocorre porque o etanol tem cerca de 30% menos energia por volume que a gasolina pura.PUBLICIDADEConta para escolher entre gasolina ou etanol é referência, não regra“Assim que adiciono mais etanol anidro na gasolina, ela passa a ter menos energia por litro. Hoje o carro anda um pouco menos com um litro de gasolina do que antigamente”, salienta Sabag.Com o avanço da mistura de E27 para E30, essa relação energética também mudou marginalmente. “Com o aumento, esse número vai subir ligeiramente, e podemos considerar algo próximo de 71%”, salienta Gonçalves. “Ou seja, essa regra dos 70%, agora 71%, é só uma referência aproximada”, completa.Na prática, isso significa que o etanol hidratado, o que você encontra na bomba, perdeu menos eficiência relativa em comparação à gasolina. Mas não porque ficou mais energético, mas sim porque a gasolina passou a carregar pouco menos energia por litro.Consumidor tem de ficar atento a outros fatores além da "regra dos 70%" Foto: Divulgação/IpirangaImpacto nos preços dos combustíveisAlém disso, o aumento da mistura também afeta a formação de preços. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP) mostram que o litro do etanol anidro subiu de R$ 2,99 no início de agosto de 2025, quando a gasolina passou a E30, para R$ 3,41 na semana de 13/2. Leia tambémPost engana ao comparar valores de gasolina, gás, café e carne entre os governos de Bolsonaro e LulaComo o biocombustível é componente obrigatório da gasolina, sua cotação influencia diretamente o preço final nas bombas. “As pessoas olham só o reajuste da Petrobras, mas a variação do etanol também afeta o preço da gasolina, ainda que de forma menos visível”, diz Sabag.PUBLICIDADEO preço do etanol anidro é determinado principalmente pelo ciclo da cana-de-açúcar e pela decisão das usinas sobre o destino da matéria-prima. Durante a safra, há maior oferta e os preços tendem a se estabilizar ou cair. Já na entressafra, a produção diminui e os estoques são reduzidos, pressionando as cotações. Além disso, as usinas podem optar por produzir mais açúcar, especialmente quando o produto está valorizado no mercado internacional ou quando o dólar sobe. Dessa forma a oferta de etanol cai, o que eleva o preço do biocombustível no mercado interno.Fatores como períodos de safra e entressafra interferem no preço do etanol Foto: Daniel Teixeira/EstadãoOutro fator relevante é a própria demanda por gasolina, já que o etanol anidro compõe atualmente 30% da mistura vendida nos postos. Quando o consumo de gasolina aumenta, a demanda pelo biocombustível cresce automaticamente, influenciando seu preço. Condições climáticas adversas também afetam a produtividade da cana, enquanto limitações logísticas e níveis de estoque podem intensificar oscilações.Motores modernos ampliam as variaçõesA evolução tecnológica dos motores flex é outro fator que reduz a precisão da regra. Componentes acabam por influenciar diretamente a eficiência com cada combustível.“São vários os fatores tecnológicos que podem influenciar nessa relação: taxa de compressão, mapeamento da injeção e ignição, pressão de injeção, ângulo de injeção e formato da câmara de combustão”, explica Gonçalves. PUBLICIDADE“Por isso um motor pode ser mais otimizado para gasolina e outro para etanol. Vai depender da estratégia de projeto da montadora.”A própria elevação da octanagem da gasolina (para 94 RON) com maior teor de etanol também adiciona complexidade à equação. Vale frisar que o índice mede a resistência do combustível à detonação prematura dentro do motor. Ou seja, quanto maior a octanagem, maior a capacidade da gasolina de suportar compressões mais elevadas sem detonar antes do momento correto. Dessa forma, temos uma combustão mais eficiente e melhor desempenho do veículo.Na maioria das vezes, motores de carros premium, geralmente importados, extraem a potência máxima quando abastecidos com gasolinas de maior octanagem“Com o aumento da octanagem da gasolina, isso [a ‘Regra dos 70%’] se confunde ainda mais, pois alguns motores podem ser ainda mais eficientes com gasolina”, salienta o diretor da AEA.Isso ocorre porque combustíveis com maior resistência à detonação permitem estratégias mais agressivas de ignição e compressão. Tem melhora no quesito eficiência térmica em motores projetados para explorar esse benefício, especialmente os turbinados e com injeção direta.PUBLICIDADEAo mesmo tempo, propulsores modernos estão cada vez mais eficientes. “Você vê veículos rodando cada vez melhor, com maior eficiência. Já temos carros que passam de 20 km/l em determinadas condições”, destaca Sabag.Em outras palavras, se antes o etanol rendia cerca de 70% da autonomia da gasolina, em motores mais recentes essa proporção pode variar dependendo da calibração e do uso.Consumo de etanol ou gasolina varia conforme ambiente e conduçãoMesmo quando o consumidor tenta medir o próprio consumo, o resultado pode variar significativamente devido a fatores externos.“A conta que o consumidor pode fazer é comparando o consumo com os dois combustíveis, mas isso ainda é muito impreciso, pois são muitos fatores que influenciam: temperatura, umidade, vento, pressão de pneus, trajeto realizado e trânsito”, pontua Gonçalves. “Isso sem falar no ‘espírito do motorista’, que um dia pode estar mais calmo e outro mais agressivo.”Condições ambientais, estilo de condução e ciclos urbanos com aceleração frequente influenciam diretamente a eficiência energética do veículo. E, em muitas vezes, mais até do que o próprio combustível.PUBLICIDADE“Na medida em que os veículos têm uma performance de consumo melhor, o impacto relativo do combustível muda”, complementa Sabag.Consumo de combustível sofre alterações drásticas conforme condução e outros fatores Foto: EPITACIO PESSOAO especialista aponta, inclusive, que a “regra” é um mero direcionamento. “Se o consumidor visa gastar menos, tem de rodar da forma que sempre roda, zerar o tanque, abastecer com etanol ou gasolina e checar o que mais vale.”Mesmo assim, Sabag considera que muita gente vai apenas no “visual”. “Boa parte das pessoas acaba olhando o preço da gasolina e do etanol no posto e indo no mais barato, o etanol, mesmo sem considerar autonomia ou até mesmo a regra dos 70%”, analisa.ESG, tecnologia e decisão baseada em dadosNo universo corporativo, a decisão já não depende de regras genéricas. Muitas empresas utilizam dados operacionais em tempo real para determinar qual combustível utilizar.“Frotistas usam etanol sob o ponto de vista ambiental, especialmente grandes empresas com foco em ESG”, afirma Sabag, citando a busca por governança ambiental, social e corporativa.PUBLICIDADESegundo o especialista, plataformas, como a Gasola, permitem monitorar consumo por combustível, cruzar com preços e identificar oportunidades de economia.“O gestor acompanha a performance e consegue quantificar em Reais o impacto da condução. Isso permite tomar decisões baseadas em dados, não em estimativas.”Motores dedicados exclusivamente ao etanolDo ponto de vista técnico, motores projetados especificamente para um único combustível tendem a ser mais eficientes do que motores flex, que precisam operar em uma faixa ampla de condições.“Um motor dedicado ao etanol com certeza seria mais eficiente”, comenta Gonçalves. “Isso acontece com propulsores dedicados à gasolina que ainda existem no mercado, principalmente os turbinados, que são bastante eficientes.”Esse princípio é especialmente relevante no contexto brasileiro, onde o etanol possui alto potencial como combustível de baixo carbono e pode ganhar protagonismo com a evolução tecnológica impulsionada por políticas como o Mover.PUBLICIDADE“Regra dos 70%” ainda é útil?Apesar de todas as mudanças, a “regra dos 70%” (ou 71%) ainda pode servir de referência prática para o consumidor médio. No entanto, tecnicamente, ela deixou de representar um ponto fixo universal.Na prática, o limite real depende do veículo, da tecnologia do motor, da composição do combustível e das condições de uso.Com gasolina E30, motores mais eficientes e uma matriz energética cada vez mais diversificada, a decisão sobre qual combustível usar depende cada vez menos de uma regra fixa — e cada vez mais das características específicas de cada veículo e de seu uso real.Posto de confiança também é fator decisivoA escolha do posto também tem impacto direto no custo real por


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