
g1.globo.com · Feb 23, 2026 · Collected from GDELT
Published: 20260223T201500Z
Fernando é réu no Tribunal do Júri de Sorocaba (SP) e responde por homicídio, exercício ilegal da medicina e falsificação de documento público. A acusação é pela morte da paciente Helena Rodrigues, ocorrida em 2011. Em janeiro de 2025, Fernando simulou a própria morte para tentar escapar do julgamento por homicídio, em um caso que foi revelado pelo Fantástico. O julgamento dele pela morte de Helena está marcado para esta quinta-feira (26), às 9h, no Tribunal do Júri. Investigação: Fantástico descobre paradeiro de homem que simulou a própria morte pra fugir da justiça O promotor do caso, Antônio Farto Neto, responsável pelo pedido de investigação contra a advogada, afirmou que ouviu Eliana Rodrigues, filha da vítima. Eliana declarou ao Ministério Público que não contratou a advogada e que não reconhece a assinatura na procuração apresentada no processo. Segundo o promotor, embora a suposta fraude da advogada não tenha relação direta com o homicídio, o fato é importante para o entendimento completo do caso. Por isso, o MP pediu que a filha da vítima seja ouvida no julgamento desta quinta-feira, o que não foi aceito pelo juiz responsável pelo caso. Apenas o filho da vítima será ouvido. "Tem relevância do ponto de vista instrumental, pois representou interferência indevida no procedimento… Há no presente processo uma sucessão de fraudes", citou o promotor no documento. Esta é a segunda vez que o julgamento do falso médico é marcado. Em outubro do ano passado, a primeira data foi adiada, porque a única testemunha de acusação, o filho da vítima, não pôde comparecer após apresentar um atestado médico. Relembre o caso Falso médico Fernando Dardis responde preso pela morte de Helena Rodrigues — Foto: Reprodução/TV Globo Helena Rodrigues procurou o acusado com sintomas de infarto. Achava que estava diante de um profissional da área da saúde, mas, após a consulta na Santa Casa de Sorocaba, foi diagnosticada apenas com dor nas costas. Fernando, que se identificava como "doutor Ariosvaldo" e a atendeu naquela ocasião, prescreveu remédios para aliviar a dor lombar. No dia seguinte, depois de ser medicada, a mulher teve uma parada cardiorrespiratória e morreu em casa. Após a polícia descobrir a farsa de Fernando, ele foi considerado culpado pela morte de Helena. Mas, para não ser responsabilizado por homicídio na Justiça, inventou outra mentira em janeiro de 2025: afirmou que estava morto. Fernando responde preso pelo crime pelo qual foi acusado pelo Ministério Público (MP). Foi detido em junho de 2025, depois que o Fantástico revelou a história. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) também apura o caso. O falso médico também é acusado pela morte de Therezinha Monticelli Calvim, caso que ainda não foi julgado. O que dizem os envolvidos A TV TEM tentou contato com a advogada Leandra Ferreira dos Santos Bastos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A defesa de Fernando Henrique Dardis informou que pediu à Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que investigue a conduta da advogada. Segundo os defensores, ela pode ter cometido o crime de patrocínio infiel, que ocorre quando um advogado age contra os interesses do cliente que representa. Sobre as fraudes citadas pelo Ministério Público, a defesa afirmou que não estava à frente do caso na época e que aguarda a conclusão da investigação. Já em relação à acusação de homicídio, os advogados adiantaram que a tese será demonstrar que a conduta de Fernando não tem ligação com a morte da paciente. Eles afirmam que o argumento será baseado nas provas técnicas do processo. VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM