
em.com.br · Feb 23, 2026 · Collected from GDELT
Published: 20260223T060000Z
Um novo estudo publicado na revista Cell Metabolism descobriu que substâncias químicas liberadas por micróbios intestinais podem ser capturadas na respiração e usadas para identificar as bactérias que vivem no intestino de uma criança. Quando os pesquisadores testaram crianças com asma, descobriram que a análise da respiração podia prever a presença da Eubacterium siraeum, uma bactéria específica associada à doença respiratória. Como funciona o teste? A equipe da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis e do Hospital Infantil da Filadélfia analisou amostras de ar expirado e fezes de 27 crianças saudáveis com idades entre 6 e 12 anos. Eles descobriram que compostos orgânicos voláteis – substâncias químicas liberadas por micróbios durante a digestão dos alimentos – viajam do intestino para a corrente sanguínea e são eventualmente exalados pela respiração. Resultados semelhantes foram observados em estudos com animais. Ao comparar amostras de crianças com asma com amostras de outras saudáveis, os pesquisadores descobriram que as crianças com asma apresentavam níveis mais elevados da bactéria Eubacterium siraeum. O teste respiratório previu com sucesso a presença dessa bactéria, oferecendo potencialmente uma maneira de identificar alterações precoces no microbioma que podem agravar os sintomas da asma. Um em cada quatro medicamentos não antibióticos está associado a problemas de saúde intestinal. Um comunicado do dr. Andrew L. Kau, autor sênior do estudo, diz que a avaliação rápida da saúde do microbioma intestinal pode melhorar significativamente o atendimento clínico, especialmente para crianças pequenas, que não conseguem descrever os sintomas. A detecção precoce pode levar a intervenções rápidas para condições como alergias e infecções bacterianas graves em bebês prematuros. Brasil perde em todas as categorias nas quais concorria no Bafta O primeiro autor do estudo, Ariel J. Hernandez-Leyva, estudante de medicina e doutorando na Escola de Medicina da Universidade de Washington, afirma que a análise do hálito oferece uma maneira promissora e não invasiva de investigar o microbioma intestinal e pode transformar a forma como diagnosticam doenças na medicina. O teste respiratório é rápido, indolor e muito mais adequado para crianças. Embora a tecnologia seja promissora, especialistas enfatizaram que ela ainda está em estágios iniciais. O estudo inicial envolveu apenas 27 crianças, e ensaios clínicos maiores são necessários para validar a abordagem e demonstrar que agir com base nos resultados do teste respiratório realmente melhora os resultados para os pacientes. Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia Ana Furtado vai comandar programa 'Fábrica de casamentos' no SBT/Alterosa O fato é que este teste de hálito já existe e será tema de uma matéria no Caderno Feminino e Masculino deste jornal no domingo, dia 1º de março. Fique ligado. As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.