NewsWorld
PredictionsDigestsScorecardTimelinesArticles
NewsWorld
HomePredictionsDigestsScorecardTimelinesArticlesWorldTechnologyPoliticsBusiness
AI-powered predictive news aggregation© 2026 NewsWorld. All rights reserved.
Trending
IranMilitaryRegionalIranianStrikesCrisisGulfEuropeanTargetsStatesPowerMarchGovernmentTimelineOperationsNuclearIsraeliMarketsDigestDiplomaticCoalitionProtestsHormuzIsrael
IranMilitaryRegionalIranianStrikesCrisisGulfEuropeanTargetsStatesPowerMarchGovernmentTimelineOperationsNuclearIsraeliMarketsDigestDiplomaticCoalitionProtestsHormuzIsrael
All Articles
Papa teme  tragédia de enormes propores , Guterres fala em  abismo  – Fátima Missionária
fatimamissionaria.pt
Published about 5 hours ago

Papa teme tragédia de enormes propores , Guterres fala em abismo – Fátima Missionária

fatimamissionaria.pt · Mar 2, 2026 · Collected from GDELT

Summary

Published: 20260302T121500Z

Full Article

O Papa assumiu domingo, 1 de março, “profunda preocupação” com a série de ataques no Irão e no Médio Oriente, após intervenção militar dos EUA e Israel, falando em “horas dramáticas”. António Guterres pediu que se evite o caminho para o “abismo” e o Conselho Mundial de Igrejas insiste no fim das hostilidades. “Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas o apelo sincero para que assumam a responsabilidade moral de parar a espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus, citado pela agência Ecclesia. Junto de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o pontífice abordou pela primeira vez a onda de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão. “A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, disse. O Papa pediu que a diplomacia “recupere o seu papel e seja promovido o bem dos povos que aspiram a uma convivência pacífica baseada na justiça”. “Continuemos a rezar pela paz”, acrescentou. Leão XIV aludiu ainda a “preocupantes de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão”, uma guerra aberta iniciada na sexta-feira, que acabou abafada pelos ataques de sábado ao Irão. “Elevo a minha súplica por um regresso urgente ao diálogo. Rezemos juntos para que prevaleça a concórdia em todos os conflitos do mundo. Só a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos”, concluiu. No sábado, o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, anunciou uma operação militar em grande escala das forças armadas, em conjunto com Israel, contra a República Islâmica do Irão. O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, foi morto no ataque, uma notícia entretanto confirmada pelo regime iraniano. O exército israelita anunciou este domingo o lançamento de uma nova série de ataques contra alvos militares no Irão. Ataques “prejudicam a paz e a segurança internacionais” Em duas publicações nas redes sociais, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apontou o dedo aos dois países. “O uso da força pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e a subsequente retaliação do Irão em toda a região, prejudicam a paz e a segurança internacionais”, escreveu uma primeira vez. No post publicado no Instagram, António Guterres, condenou a escalada militar no Médio Oriente, apelando à cessação imediata das hostilidades e à desaceleração do conflito. “Não o fazer coloca em risco um conflito regional mais alargado, com graves consequências para os civis e para a estabilidade regional. Encorajo veementemente todas as partes a regressarem imediatamente à mesa das negociações.” O Irão respondeu aos ataques, lançando mísseis e drones armados contra Israel e outros países da região que têm bases militares americanas instaladas nos seus territórios. Numa segunda publicação, após a sua intervenção ao Conselho de Segurança numa reunião de emergência sobre a situação no Médio Oriente, realizada no sábado, Guterres assumiu a necessidade de travar o conflito: “Apelo à cessação imediata das hostilidades”, escreveu, pedindo ainda que seja travada a escalada dos conflitos. “A paz duradoura só pode ser alcançada através de meios pacíficos, incluindo o diálogo e as negociações genuínas”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas. “A ação militar acarreta o risco de desencadear uma cadeia de eventos que ninguém pode controlar na região mais volátil do mundo”, acrescentou. “Vamos agir de forma responsável e em conjunto para afastar a região e o nosso mundo do abismo”, exortou. Igrejas preocupadas condenam ataques Na mesma linha de Leão XIV e de António Guterres, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) expressou profunda preocupação e condenou os ataques militares realizados pelos EUA e Israel contra o Irão, bem como a subsequente escalada e os ataques retaliatórios que se estão a expandir rapidamente por toda a região. “Esta perigosa espiral de violência coloca milhões de civis em risco imediato, compromete a segurança regional e internacional e ameaça a já frágil estabilidade económica e social em todo o Médio Oriente”, afirmou o secretário-geral do CMI, Jerry Pillay, numa declaração tornada pública. “As hostilidades crescentes colocam vidas em perigo, perturbam infraestruturas essenciais e aprofundam o medo e a incerteza entre povos que já suportaram instabilidade e conflitos prolongados.” Pillay reiterou que as disputas entre os Estados devem ser resolvidas através do diálogo, da consulta e da adesão ao direito internacional. “O confronto militar e a escalada de retaliações não podem trazer segurança ou paz sustentáveis”, disse, citado num comunicado do CMI. “Em vez disso, multiplicam o sofrimento e aumentam o risco de uma conflagração regional mais ampla, com consequências globais imprevisíveis.” Este organismo, que junta diferentes denominações cristãs, apelou à cessação imediata de todas as ações militares; à proteção das populações civis e das infraestruturas críticas, em conformidade com o direito internacional humanitário; ao reinício urgente do envolvimento diplomático e do diálogo político através de mecanismos internacionais e regionais estabelecidos; e a esforços internacionais coordenados para impedir uma nova escalada e restaurar a estabilidade. “O CMI está em solidariedade orante com todas as pessoas e igrejas da região”, afirmou Pillay. “Exortamos os líderes políticos a agirem com moderação, responsabilidade e um compromisso renovado com a resolução pacífica de disputas.” Pillay insistiu que o caminho a seguir deve ser o da desaceleração, do diálogo e do respeito pela dignidade humana. “A violência não garantirá o futuro da região; somente a justiça, a responsabilidade e o envolvimento diplomático sustentado podem estabelecer as bases para uma paz duradoura”, concluiu. Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.


Share this story

Read Original at fatimamissionaria.pt