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O  desafio do paracetamol  é  um risco sério para a saúde  - este texto é para pais , filhos , cuidadores , para toda a gente
tvi.iol.pt
Clustered Story
Published about 5 hours ago

O desafio do paracetamol é um risco sério para a saúde - este texto é para pais , filhos , cuidadores , para toda a gente

tvi.iol.pt · Feb 23, 2026 · Collected from GDELT

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Published: 20260223T120000Z

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O Ministério da Saúde de Portugal alerta para o “aumento de intoxicações” de jovens associado ao chamado ‘desafio do paracetamol’ - que circula nas redes sociais e que já fez soar os alertas em vários países da Europa. O desafio incentiva a ingestão de doses excessivas de paracetamol com o objetivo de ver quem aguenta mais tempo sem ir ao hospital. De acordo com a Ordem dos Farmacêuticos, a sobredosagem pode ocorrer por ingestão única de uma dose elevada ou por uso crónico acima das doses recomendadas. Numa nota publicada nas redes sociais, o Ministério da Saúde alerta que isto “não é um jogo” e que esta tendência implica “um risco sério para a saúde”, uma vez que a toma excessiva de paracetamol - um medicamento de venda livre até aos 500 miligramas - pode provocar “lesão grave do fígado, que pode evoluir para insuficiência hepática e, em casos extremos, necessidade de transplante ou morte”. Quais os sintomas? Um dos maiores riscos apontados pelos especialistas é a ausência de sintomas imediatos. “Nas primeiras horas, e até no primeiro dia, pode não haver sintomas relevantes. Essa aparente normalidade é enganadora e leva a atrasos perigosos no tratamento”, alerta a Ordem dos Médicos. Os primeiros sintomas manifestam-se como náuseas, vómitos, sudação, mal-estar e letargia. À medida que os danos hepáticos progridem, pode surgir dor abdominal, evoluindo para complicações graves, explica a Ordem dos Farmacêuticos. Em caso de suspeita de ingestão indevida de medicamentos, a recomendação dos médicos é não esperar pelo aparecimento de sintomas e contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (800 250 250) ou o 112. Uma tendência "sempre a crescer" Apesar de ser uma tendência viral no TikTok, este comportamento já é comum entre os jovens há alguns anos, revela a coordenadora da Urgência Pediátrica da ULS Santa Maria, Erica Torres. Nos últimos seis anos, foram registados 232 casos no Hospital Santa Maria, o maior hospital do país, sendo que mais de metade dos casos (131) ocorreram nos últimos dois anos. “O número é sempre a crescer: 59 em 2024 e 72 em 2025”, indica Erica Torres, em declarações à agência Lusa. A maioria das intoxicações ocorre com fármacos que os jovens têm em casa, incluindo o paracetamol. “Ainda ontem tivemos uma adolescente com uma intoxicação com 10 gramas de paracetamol, que é muito. São 10 comprimidos”, salienta a pediatra. Apesar de existirem casos premeditados que configuram “verdadeiras tentativas de suicídio”, a coordenadora da Urgência Pediátrica da ULS Santa Maria afirma que a maior parte dos casos está associada a atos impulsivos. “Estes desafios são cada vez mais comuns”, reconhece a psicóloga Inês Oliveira Ferreira, em declarações à CNN Portugal, que atribui estes comportamentos de risco à “necessidade de pertença e de validação” que caracteriza crianças e adolescentes. Isto deve-se essencialmente ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, que, nestas idades, ainda não têm o córtex pré-frontal totalmente desenvolvido, o que dificulta a gestão dos impulsos. Não são chamadas de atenção A pediatra Erica Torres rejeita a ideia de que estes comportamentos se tratem de chamadas de atenção. “Nunca podemos dizer isso”, sublinha, acrescentando que estes casos são, muitas vezes, tentativas de aliviar um “mal-estar” do jovem, à semelhança das autolesões. “Isto é a mesma coisa. É fazer mal a si próprio”, compara. Para a coordenadora da Urgência Pediátrica da ULS Santa Maria, estes casos representam apenas “a ponta do icebergue” de um problema mais vasto de saúde mental entre os mais jovens, o que se verifica desde logo nas urgências, com casos frequentes de ataques de pânico e ansiedade entre crianças e adolescentes. O Centro de Informação Antiveneno do INEM, por sua vez, não tem registo de casos de intoxicações diretamente associados ao “desafio do paracetamol”. “Temos casos de intoxicações intencionais com paracetamol, nomeadamente em adolescentes, mas os números que temos este ano são sensivelmente semelhantes ao que tínhamos o ano passado e ao outro”, indicou à agência Lusa a coordenadora daquele centro, Fátima Rato. Recomendações para os pais e educadores Perante a perigosidade deste desafio, alargada a outros tantos que surgem nas redes sociais, os especialistas recomendam uma maior vigilância por parte dos pais e educadores. A psicóloga Inês Oliveira Ferreira recomenda a criação de alguns hábitos de supervisão em casa, sugerindo “estar junto do jovem” e procurar refletir em conjunto sobre o tipo de conteúdo que se consome nas redes sociais. “Mais numa lógica de reflexão sobre o tema e menos sobre crítica e julgamento.” A pediatra Erica Torres aconselha que os medicamentos sejam guardados em locais seguros e que, no caso de jovens medicados com psicofármacos, a gestão da medicação seja feita pelos adultos. “Se o adolescente tem os medicamentos disponíveis no quarto, facilmente parte para uma atitude impulsiva”, avisa.


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