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IMUNIDADE : Dengue sorotipo 3 volta a circular e acende alerta em Ji - Paraná
rondoniaovivo.com
Published 1 day ago

IMUNIDADE : Dengue sorotipo 3 volta a circular e acende alerta em Ji - Paraná

rondoniaovivo.com · Feb 20, 2026 · Collected from GDELT

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Published: 20260220T203000Z

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Sorotipo que não circulava há 17 anos reaparece no Brasil; população não tem imunidade e risco de casos graves preocupa especialistas O sorotipo 3 da dengue (DENV-3), que não circulava no Brasil há cerca de 17 anos, voltou a ser identificado em 2024 e já está presente em Ji-Paraná desde 2025. A reintrodução acende um sinal de alerta porque grande parte da população nunca teve contato com esse sorotipo do vírus, ou seja, não tem imunidade. A enfermeira e docente da Afya Ji-Paraná, Márcia Kades, explica que essa combinação pode favorecer novos surtos. "Como o sorotipo 3 ficou muitos anos sem circular, a maioria das pessoas não tem proteção contra ele. Isso aumenta o risco do crescimento expressivo de casos, bem como de maior gravidade", afirma. A dengue tem quatro tipos diferentes de vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Ter dengue uma vez não impede que a pessoa tenha novamente, pelo contrário: uma segunda infecção pode ser mais grave. "Estudos mostram que, após a segunda infecção por qualquer tipo de dengue, o risco de complicações aumenta. Os sorotipos 2 e 3 costumam estar ligados a quadros mais severos", explica Márcia. Os sintomas iniciais são conhecidos: • Febre alta • Dor no corpo e nas articulações • Dor atrás dos olhos • Manchas vermelhas na pele Mas alguns sinais indicam gravidade e exigem atendimento imediato: • Dor abdominal forte e contínua • Vômitos persistentes • Sangramentos (nariz, gengiva) • Tontura ou desmaio • Muito cansaço ou sonolência Não existe remédio específico Ainda não há medicamento que combata diretamente o vírus da dengue. O tratamento é feito com hidratação e acompanhamento médico. "O principal cuidado é manter hidratação adequada e procurar atendimento ao perceber sinais de alerta. O acompanhamento correto evita complicações", orienta a enfermeira. O diagnóstico pode incluir exame de sangue (como hemograma para avaliar plaquetas) e testes específicos para identificar o vírus. Chuvas aumentam o risco O fenômeno La Niña, que altera o clima, pode aumentar as chuvas em Rondônia. Mais chuva significa mais locais com água parada, ambiente ideal para o mosquito Aedes Aegypti se reproduzir. "Com o período chuvoso, cresce o número de criadouros. Por isso, o risco de aumento dos casos é maior", alerta Márcia. O que a população pode fazer A principal forma de combater a dengue continua sendo eliminar água parada: • Esvaziar recipientes que acumulam água • Manter caixas d'água bem fechadas • Limpar calhas • Descartar corretamente lixo e entulho Ji-Paraná já organiza mutirões de limpeza nos dias 21 e 28 de fevereiro, começando pelos bairros prioritários. "Sem eliminar os criadouros, não conseguimos controlar a doença. A participação da população é essencial", reforça a docente. Vacina disponível Desde 2023, o Ministério da Saúde oferece vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde. Apesar disso, a adesão ainda é considerada baixa. Recentemente, houve ampliação da estratégia com inclusão de profissionais de saúde como público prioritário, com previsão de expansão para pessoas de 15 a 59 anos no segundo semestre. "A vacina ajuda a reduzir casos graves. É importante que o público indicado procure a UBS", destaca Márcia. Além da dengue, Ji-Paraná registrou aumento de casos de chikungunya em 2025. A doença também é transmitida pelo Aedes aegypti e pode causar dores articulares prolongadas. O cenário reforça o alerta: com o retorno do sorotipo 3, período chuvoso e aumento das arboviroses, a prevenção precisa ser prioridade coletiva. Afya Amazônica A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).


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