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cbn.globo.com · Feb 23, 2026 · Collected from GDELT
Published: 20260223T101500Z
Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos sobre cooperação em diferentes áreas do comércio e minerais críticos. A medida foi anunciada nesta madrugada, após encontro entre Lula e o presidente do país asiático, Lee Jae Myung. Os países também traçaram um plano de quatro anos que estabelece relações bilaterais em áreas como política, economia e intercâmbios. O presidente Lula disse que o foco do encontro foi o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países nas áreas econômica, de meio ambiente, ciência e tecnologia. "A transição energética abre novas frentes de complementariedade entre setores produtivos. As cadeias de minerais críticos guardam inúmeras oportunidades de agregação de valor. Há amplo espaço para a cooperação em segmento de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial", declarou. Os acordos assinados ainda incluem temas como saúde, empreendedorismo, agricultura e combate ao clima organizado transnacional. "A conclusão dos procedimentos sanitários para a exportação de carne bovina brasileira poderá beneficiar consumidores coreanos. Setores que vão da indústria de beleza ao audiovisual podem ser potencializados em novas parcerias", completou Lula. Viagens de Lula Lula desembarcou na Coreia do Sul neste domingo (22). Esta é a terceira vez do presidente no país asiático. As viagens anteriores foram em 2005 e 2010, mas esta é a primeira com o peso de visita de Estado — o que traz maiores teores político, econômico e diplomático. A ida à Coreia do Sul foi logo após uma visita à Índia, onde participou de uma cúpula sobre inteligência artificial. Lá, Lula firmou acordo sobre minerais críticos e terras raras com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Antes de deixar Nova Délhi, o presidente Lula comentou a decisão do presidente Donald Trump de aplicar uma tarifa de 15% sobre todos os países, após ter o tarifaço derrubado pela Suprema Corte americana. "Houve um alívio para muitos países que estavam taxados em 50% e 40%... Agora pra todo mundo vai ser 15%. Eu estou convencido que, na conversa, a relação entre Brasil e Estados Unidos vai voltar à normalidade. Eles têm interesses, nós temos interesses. Taxar algum produto nosso vai causar inflação nos Estados Unidos e vai ser prejudicial ao povo americano", disse.